terça-feira, 20 de outubro de 2009

Colômbia achando espaço no mercado internacional de televisão

Não é fácil resolver a última ponta do cinema no Brasil, a distribuição. Talvez a parte do processo que mais necessite de recursos, já que necessita que grandes verbas sejam gastam em publicidade, o cinema encontra ainda dificuldades em ter diversas cópias (já que cópias em película são muito caras) e o reduzido número de salas de cinema no Brasil (na última contagem 2278 salas.). Dessas quantas tem a projeção digital ?

A televisão poderia servir como canal e suporte para essa tão almejada distribuição, parece que isso é conversa antiga se pensarmos em novas mídias, mas sabemos que em um primeiro momento as classes menos privilegiadas ficam alijadas dos processos tecnológicos e são essas classes que vem impulsionando o crescimento do consumo no Brasil.

Fora isso sessão de cinema em Televisão passa em sua maioria filme estrangeiro, mesmo que bancadas por grandes bancos públicos como é o caso da sessão Caixa de cinema no canal TNT. Seria a TV uma via alternativa onde esses produtos encontrariam uma via de escape, cumprindo sua função de chegar ao mercado e alcançando a tão desejada sustentabilidade, escapando paulatinamente da necessidade absoluta do suporte do governo e de patrocinadores estatais e privados.

Claro que hoje é inviável imaginar a indústria da cultura no Brasil independente e auto-sustentável, muito menos o cinema. E é também indiscutível que a indústria da cultura é uma poderosa geradora de emprego e renda quando bem administrada. Ou seja, quando consegue atingir o última ponta do processo, a distribuição, que devolve recursos para que se inicie a produção de outros filmes, como um investimento que trás retorno.

É claro que só vai daro devido retorno quando atingirmos a ponta da distribuição. Qualquer outro país da américa do Sul leva uma enorme vantagem sobre nós, isolados pela lingua. A Colômbia tem chamado atenção e o interesse de gigantes norte americanos e europeus, A Disney e MTV tem bases no país, a Fox já opera com a Fox-teleclombia, A Sony tem parceria com o bem sucedido produtor TELEST, A NBC telemundo já comprou grande parte do RTI.

Claro que esses canais tem seu interesse na programação e na maneira de disseminá-la, pensando na experiência brasileira , na PL 29/2007, por exemplo, que ainda tramita, tendo seu texto modificado constantemente, e que trata da obrigatoriedade em TVs à cabo e atinge também a internet quando o conteúdo acessado for pago, essa é uma maneira de criar distribuição para esse enorme contingente de conteúdo que não encontra espaço de disseminação no Brasil, e isso não tem nenhuma relação com a programação de TV aberta, desenhos e animações nacionais são comprados por países e canais no exterior e fazem enorme sucesso. Passam no Brasil e as pessoas desconhecem sua procedência, vantagem da animação que pode ser dublada.

Quando se falaem cotas por lei à TV paga, que até campanha já fez contra o projeto de lei, e que permanece em uma repetição sem fim de episódios de siticom e filmes, muitas pessoas se opoe, por que as distribuidoras de TV, que não são produtoras de conteúdo apenas redistribuem, tem bala na agulha para fazer campanhas milhionárias. É claro que se colocam contra por que quando compram produções estrangeiras, essas já saem de seu país pagas, e vem aqui para apenas lucro.

Enquanto isso, uma indústria milionária (por que não dizer bilionária) em um país que tem muito à dizer e a ganhar com isso, Nosso cinema té pouco tempo sofria preconceito dos espectadores, e em 2008 "meu nome não é johnny" bateu até Rambo nas bilheterias, está sendo sufocada na sua ponta de saída, a distribuição. Podemos dizer que hoje nossa produção audiovisual sofre do efeito funil, muito é feito, pouco é visto, e isso não tem nenhuma relação com a programação da TV aberta.

OBS: A PL 29 volta a ser apresentada na segunda quinzena de outubro.

Nenhum comentário: